Mensagens de Chico
Chico e Boneca
Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava
por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo.
Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.
O Chico então dizia :
- Ah Boneca , estou com muitas pulgas !!!!
Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho.
Boneca morreu velha e doente.
Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara
e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São
Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca.
A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes
a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta. A cachorrinha
recebia afagos de cada um.
A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus
braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a
se agitar e a lambê-lo.
- Ah Boneca , estou cheio de pulgas !!! Disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas, e parte dos presentes,
que conheceram a Boneca, exclamaram:
- Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico !!
Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer.
O Chico respondeu :
- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos
sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não
sintamos sua falta. É, Boneca está aqui, sim, e ela está ensinando a esta
filhota os hábitos que me eram agradáveis.
Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos
animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso,
quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.
Humorismo Materno
Em 1931, "mandar alguém para o inferno" constituía grave ofensa.
E um dos missionários católicos que visitaram Pedro Leopoldo naquela
época, no zelo com que defendia a Igreja Romana, falou do púlpito que o
Chico, o Médium espírita que se desenvolvia na cidade, devia ir para o inferno.
Chico, que freqüentava a Igreja desde a infância, ficou muito chocado.
À noite, na reunião costumeira, aparece a progenitora desencarnada e,
reparando-lhe a inquietude, pergunta-lhe, bondosa o motivo da aflição
que trazia.
- Ah! Estou muito triste, - disse o rapaz.
- Por que?
- Ora, o padre me xingou muito...
- Que tem isso? Cada pessoa fala daquilo que tem ou daquilo que sabe.
- Mas a senhora imagine - clamou o Chico - que ele me mandou para o
inferno...
O Espírito de Dona Maria sorriu e falou:
Ele mandou você para o inferno, mas você não vai. Fique na Terra mesmo...
O Médium, ante o bom humor daquelas palavras, compreendeu que não
convinha dar ouvidos às condenações descabidas. E o serviço da noite
desdobrou-se em paz.
Um Momento...
Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições
dos outros... Imagine você no lugar de quem sofre.
Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se
constrangido à semelhante situação.
Repare o doente desamparado e considere que amanhã, provavelmente
seremos nós, candidatos ao socorro na via pública.
Examine o ancião fatigado e reflita que se a desencarnação não chegar em
breve, não escapará você da velhice.
Contemple as crianças necessitadas, lembrando os próprios filhinhos.