Tornar-se um Buda
Ao desejar tornar-se budista, deve-se receber refúgio na Jóia Tríplice,
como um comprometimento com a prática dos ensinamentos do Buda. A
Jóia Tríplice consiste no Buda, no Dharma e na Sangha.
Budistas laicos podem também fazer voto de praticar cinco preceitos em
suas vidas diárias. Os Cinco Preceitos são: não matar, não roubar, não ter
conduta sexual inadequada, não mentir e não se intoxicar. O preceito de
não matar se aplica principalmente a seres humanos, mas deve ser estendido
a todos os seres sencientes. É por isso que a Sangha e muitos budistas
devotos são vegetarianos. No entanto, não é preciso ser vegetariano para
tornar-se budista. O quinto preceito - não se intoxicar - inclui abuso de
drogas e álcool. O entendimento deste preceito é uma precaução, por não
ser possível manter a plena atenção da consciência e comportamento
apropriado quando se está drogado ou bêbado.
Os budistas são incentivados a manter estes preceitos e a praticar bondade
amorosa e compaixão para com todos os seres. Os preceitos disciplinam
o comportamento e ajudam a diferenciar entre certo e errado. Através do
ato de disciplinar pensamento, ação e comportamento, pode-se evitar os
estados de mente que destroem a paz interior. Quando um budista
incidentalmente quebra um dos preceitos, ele não busca o perdão do
pecado por parte de uma autoridade superior, como Deus ou um padre.
Ao invés disso, se arrepende e analisa o porquê de ter quebrado o preceito.
Confiando em sua sabedoria e determinação, modifica seu comportamento
para prevenir a recorrência do mesmo erro. Ao fazer isso, o budista confia
no esforço individual de auto-análise e auto-perfeição. Isto ajuda a restaurar
paz e pureza de mente.
Muitos budistas montam um altar em um canto tranqüilo de suas casas para
a recitação de mantras e a meditação diária. [Um mantra é uma seqüência
de palavras que manifestam certas forças cósmicas, aspectos ou nomes dos
budas. A repetição contínua de mantras é uma forma de meditação.] O uso
de imagens budistas em locais de culto não deve ser visto como idolatria,
mas como simbologia. Enfatiza-se o fato de que essas imagens em templos
ou altares domésticos servem apenas para nos lembrar a todo momento das
respectivas qualidades daquele que representam, o Iluminado, que nos
ensinou o caminho da liberação. Fazer reverências e oferendas são
manifestações de respeito e veneração aos Budas e Bodhisattvas